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Criolo grita ‘fora, Feliciano’ e faz rap popular brasileiro no Lollapalooza

Criolo grita 'fora, Feliciano' e faz rap popular brasileiro no Lollapalooza
De “fora, Feliciano!” a considerações sobre um Brasil “musical e extremamente desigual”. De solicitações para que se enviasse “energia para todas as pessoas que estão necessitadas… de amor” a saudações ao Grajaú. De desejos de “saúde e prosperidade” a citações ao título mundial do Corinthians.
O show de Criolo no Lollapalooza neste sábado (30), iniciado por volta das 20h, foi repleto de mensagens e conselhos – sinceros, às vezes em tom professoral. Os discursos, no entanto, não ocultaram o essencial.
No Palco Alternativo do festival, o que o cantor faz de mais notável aos olhos do público é uma espécie de “rap popular brasileiro”, sustentado por uma banda competente dos metais à percussão. A audiência vibra com os colóquios de Criolo. Mas vibra mais com os versos de canções como “Não existe amor em SP”, “Sucrilhos”, “Samba sambei” e “Demorô”.
Na mistura proposta por ele, existe espaço, por exemplo, para o samba e para o forró (ou quase). Se no disco soa inventivo, ao vivo o resultado é francamente favorável à dinâmica. Em dado momento, casais chegam a dançar abraçados, o que fazia mesmo sentido, dadas as palavras frequentes de Criolo.
Dizer que o rapper protestou contra Feliciano faz parecer que a questão política esteve à frente das preocupações. Não foi assim. Na maior parte das vezes, o que se ouvia eram declarações que celebravam a oportunidade de estarem reunidos artista e público.
Eram coisas como “vamos mandar todas as energias para todas as pessoas que estão necessitadas… de amor”; ou ainda “suinga, família! É tudo nosso”, esta dita pelo vocalista de apoio, DanDan. E outro momento, DanDan pede a todos que deem um abraço “no parceiro que está do lado”.
Isso, logo após Criolo – usando um cachecol do Corinthians – apresentar os integrantes de sua numerosa banda. Ao sair de cena, o cantor recomenda: “Fica atento, irmão. Quando a vida oferece o caminho mais curto, fica atento!”. Ele, então, regressa para o bis e canta “Vasilhame”. Finalizado o número, perto das 21h, a última fala. “Paz e amor, saúde e prosperidade. Dias melhores. Dias melhores. E que o nosso país possa se transformar em uma nação.”
O público, sintomaticamente, tinha reagido com mais intesidade aos versos de “Vasilhame”, que tem o seguinte trecho: “Álcool destrói o fígado e o rim, Eu ouvi falar os cara quer chapar se pá, Beber até rinchar, ah será triste o fim”.
Fonte: G1
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