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Underground Lusófono Entrevista: Selah

Boas pessoal traga-vos mais uma entrevista exclusiva, desta vez com o grupo Selah.
Underground Lusófono Entrevista: Selah
Underground Lusófono: Quem são os Selah?
Selah: O grupo Selah é integrado por mim, SL e minha esposa Bruna.
Underground Lusófono: De onde surgiu o nome Selah?
Selah: “Selah” é uma palavra hebraica e o seu significado é “Pare e Pense”.

Underground Lusófono:
Como e quando começa a vossa caminhada no rap Brazuca?
Selah: Começamos mais ou menos em 2007, eu (SL) já fazia rap muito antes de conhecer a Bruna, mas tinha parado, daí quando nós nos casamos, ela me incentivou a continuar, então comecei a escrever novamente e juntos começamos a nossa caminhada.
Underground Lusófono: O que é que vos incentivou a fazer rap?
Selah: Foi a necessidade de fazer a diferença na vida daqueles que precisam.
Underground Lusófono: Donde vem a vossa inspiração?
Selah: De nossas próprias vidas, das vidas de nossos irmãos e irmãs, do mundo que nos cerca, tudo nos inspira, mas acima de tudo somos inspirados por Deus.
Underground Lusófono: No mês passado lançaram o Ep “Quando o meu rap tocar” sem dúvida um dos melhor Ep desse ano do rap Lusófono! O porque do tema “Quando o meu rap tocar”?
Selah: Primeiramente, muito obrigado pelo elogio, o nome Quando meu rap tocar, é como se fosse um aviso, que diz exatamente assim: não espere apenas boas rimas, bons instrumentais, quando meu rap tocar espere algo mais, que ele seja a cura, a mão que ajuda e a chave que liberta.
Underground Lusófono: Como foi o processo da gravação do vosso Ep? Quais faram as dificuldades que tiveram para finalizar este cd?
Selah: O EP foi gravado e produzido pelo nosso parceiro de longa data, o produtor Marcelo Guerche, a principal dificuldade que tivemos, foi o tempo, fora do Selah, nós temos nossos empregos e infelizmente nem sempre dá pra conciliar as duas coisas.

Underground Lusófono:
O vosso Ep saiu nas ruas sob selo de que editora/productora?
Selah: O EP é totalmente independente.
Underground Lusófono: Em vossas letras eu vejo uma defesa clara do espírito original do Hip Hop e da mensagem, longe do rap comercial (modinha) que vemos hoje em dia. O que vocês acham da evolução do rap?
Selah: Aqui no Brasil, tem sido boa, novas portas estão se abrindo, a aceitação popular tem aumentado, mas nunca devemos nos esquecer da verdadeira essência do rap, não somos apenas música de entretenimento, somos música de conscientização e isso nunca deve ser mudado, porque vidas dependem da nossa mensagem.
Underground Lusófono: Projectos para o futuro?
Selah: Estamos finalizando o clipe da música “Pode Pá Que Pira”, que em breve estará nas ruas e também com certeza com nossos parceiros do Underground Lusófono.
Underground Lusófono: Para terminar deixam uma linha Freestyle ou uma mensagem para o pessoal do movimento.

Selah:
Toda moda passa, só o que é verdadeiro permanece, ganhar dinheiro é bom, mas ser ganhado pelo dinheiro não é, vamos usar o espaço que estamos tendo na mídia, pra fazer aquilo que a mídia não faz, nossos irmãos estão sem rumo, salas de aula estão vazias e cadeias lotadas, podemos não mudar o mundo, mas se conseguirmos fazer a diferença na vida de uma única pessoa, toda a nossa caminhada terá valido a pena.

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Sobre: Underground Lusófono

HipHop/Rap Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal,Timor-Leste, São Tome e Principe.

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