Home / Matérias / Crónica: Eu, o Preconceito, e o Racismo: O Contravapor Social | Por: Agente Supremo

Crónica: Eu, o Preconceito, e o Racismo: O Contravapor Social | Por: Agente Supremo

Não obstante eu carregar no invólucro físico a raça negra, – e com muito orgulho -, eu não me adentro em caixinhas de ignorância feitas bem a medida das pessoas distraídas e inocentes. O Amor “ao próximo”, p´ra mim, constitui tudo o que de mais importante e sagrado existe no universo. E, os seres que nele habitam devem ser os receptores de tal Amor; e aqui está incluído o Homem Branco. Portanto, eu amo o Homem Branco tal como amo o Homem Negro ou outro Homem qualquer. Aliás, quem já amou ou ama sabe que a profundidade deste sentimento superior reside no facto dele ser plural e indomável. E, sua amplitude, não se massageia com superficialidades que apenas são só mesmo superficialidades; corpos, raças, religiões, convicções, salários, ou placas políticas. Assim sendo, o preconceito, p´ra mim, deve ser transversalmente reprovado, quer seja de brancos p´ra negros, negros p´ra brancos, amarelos p´ra negros ou todas outras combinações possíveis existentes.

11994494_736679329811824_58586652_nRaça p´ra mim é como uma roupa especial que as pessoas usam permanentemente, sem poderem mudá-las, numa determinada vida existencial. E, eu não consigo amar mais os que se apresentam com a mesma roupa que eu, em detrimento dos outros, – por mais barbaridades que seus ancestrais tenham cometido -, só porque têm roupas diferentes da minha; são apenas roupas, tecidos… a verdadeira pessoa está escondida dentro delas; até que se consiga enxergar além da vestimenta não saberemos de quem se trata! Sendo assim, qualquer acto de preconceito proporcionado por alguém de raça negra, a outrem de outra raça, jamais terá o meu beneplácito só porque é oriundo de alguém que usa a mesma capa que eu. Portanto, viva os Negros; viva a África, viva o Africanismo… mas tudo dentro do grande sentimento que emana deste imenso continente – e no seio de nós os seus verdadeiros filhos, enquanto africanos – que é o amor infinito. E, se a idéia é criar uma manifestação que esteja fora deste verdadeiro africanismo, não contem comigo!

Quanto ao Racismo, se nos atearmos as suas mais recônditas definições ela nos dirá que racista, enquanto substantivo, é
aquela pessoa que acredita que uma raça em particular é superior a outra. E, enquanto adjectivo traduz-se em ter ou
mostrar a crença de que uma raça em particular é superior a outra. Posto isso, cá vai o meu ponto de vista…
Eu julgo que o negro pode ser preconceito, vingativo, discriminatório, mas nunca racista; ele não tem o poder para ser racista! Como é que o negro pode ser racista se ele nunca escreveu uma lei que proibisse alguém de outra raça de trabalhar em certo lugar? Ou que proibisse de viver em certos tipos de comunidades privilegiadas? Ele nunca escreveu nenhuma lei que inferioriza-se qualquer outra raça ou povo. Lutemos contra o Preconceito e o Racismo!!!

In: Agente Supremo

Comentários

About Underground Lusófono

HipHop/Rap Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal,Timor-Leste, São Tome e Principe.

Deixar uma resposta

%d bloggers like this: