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Rapper Carbono Casimiro continua sem saber onde estão os seus bens apreendidos pelo Serviço de Investigação Criminal

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A 14ª Secção dos Crimes Comuns sugeriu que o “rapper” fosse ao Tribunal Supremo pedir explicações.

O activista e rapper Carbono Casimiro denuncia que as autoridades não conseguem dar explicações sobre o paradeiro dos seus bens apreendidos aquando da sua detenção no processo dos 15+2, que começou a 20 de Junho do ano passado. Durante o auto de busca e apreensão, os efectivos do Serviço de Investigação Criminal levaram computadores, discos duros, cartões de memória e outros equipamentos informático, porque segundo o mesmo houve tentativas de o associarem aos 17 activistas que já estão em liberdade.

Ao Rede Angola o rapper alegou que a recolha dos materiais aconteceu na ausência dos proprietários da residência, estando em casa apenas a empregada.

“Na altura da detenção dos 15+2, como foi num sábado, 20 de Junho, na segunda-feira eles [SIC] foram a minha casa e ao chegar, encontraram apenas a empregada e começaram a fazer a busca e apreensão dos meios. A intenção deles era recolher todos os meios informáticos, e recolheram todos os meios que aí estavam, computadores, discos duros, cartões de memória e o meu equipamento fotográfico”, contou.

Passado um ano desde o momento que os meios foram apreendidos, o activista já questionou por várias vezes qual foi o destino dado aos equipamentos, mas nunca obteve uma resposta satisfatória das autoridades. Uma das vezes foi informado que não os podia receber porque eram tidos como provas do crime.

“Não falavam coisa com coisa. Não podia levantar as coisas porque iria passar para a investigação. Depois de um tempo, informaram que o tribunal é que podia decidir. Deram-nos muitas voltas”, lamentou o rapper.

A determinada altura, no SIC, mandaram-no para a 14ª Secção dos Crimes Comuns, onde decorreu o julgamento dos 17 activistas acusados de actos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores. Aí, mandaram-no aguardar pelo fim do processo.

Porém, no entender de Carbono Casimiro, até os próprios funcionários do Tribunal de Benfica, onde decorreu o julgamento, desconhecem onde estão os seus bens. “Quando foi dada a sentença aos 15+2 fui ao tribunal, apresentei o auto de apreensão, e notei que eles desconheciam que as minhas coisas estavam neste processo”, explicou o activista, para quem a apreensão dos seus bens continua a ser estranha.

“Nunca fui chamado nem como declarante, nem como testemunha neste processo. Admiro-me como é que as minhas coisas ficam apreendidas”, afirmou.

Na semana passada dirigiu-se novamente ao tribunal para solicitar a devolução dos materiais e na 14ª Secção dos Crimes Comuns sugeriram-lhe que fosse ao Tribunal Supremo pedir explicações.

Carbono Casimiro queixa-se da arrogância de um dos funcionários do tribunal: “Havia lá um senhor, não sei se é juiz ou não, ele trata muito mal as pessoas. Assim como eu, o Mbanza também reclamou da forma como o senhor trata as pessoas que vão ao tribunal”.

“Até que me revoltei, falei em voz alta, e foi assim que me sugeriram a ir ao Tribunal Supremo pedir explicações sobre o paradeiro das minhas coisas”, disse.

Fonte: Rede Angola

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