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Biografia artística de Pier Dogg

Aos 18 de Fevereiro, nasce na cidade da Beira, província de Sofala, Pier Dogg aka Nexta Vida, aka O Vira Lata, aka Tio Nino.

Muito cedo começou a interessar-se pela música e com cerca de 13 anos já participava em concursos de interpretações de músicas de outros artistas, na Igreja Nossa Senhora de Fátima (Beira).

A grande volta em sua vida, que culminou com a sua inserção no estilo e no movimento Hip-Hop, acontece por volta dos anos 1996 -1997, por influência do seu irmão mais velho, Nito, e seu tio André, que eram amantes deste género e em particular pelo Rap estrangeiro, no caso, pelos rappers da West Coast (USA) tais como 2pac, Snoop Dogg, Dr. Dre, entre outros.

No entanto, foram as influências de grupos lusófonos como Black Company, SSP, Boss AC, que o ajudaram posteriormente a começar a escrever os seus primeiros “Freestyle’s” que seriam gravados em cassetes por cima de instrumentais americanas.

Em 2000, aquando das suas férias em Maputo, teve o seu primeiro contacto com um estúdio profissional, que pertencia a uma Igreja Católica, dirigido pelo padre João Carlos (actualmente Bispo da diocese de Chimoio). Neste diapasão, seria convidado a integrar um projecto gospel, intitulado “Pioneiros”, no qual Pier Dogg era o único do projecto que iria enveredar pelo estilo Rap, gravando assim, a música” Jesus é a salvação”. Neste estúdio, aproveitou a “boleia” para gravar o seu primeiro track a solo, denominado “Drogas”, com uma instrumental produzida pelo próprio Padre, seguindo-se depois (isto já na Beira) a música “Quem fui, quem sou e quem serei” produzido num programa “E-Jay”, com captação e master de DK (DKappa) em seu estúdio caseiro na cidade da Beira.

Em 2001, Pier Dogg é convidado a apresentar um programa radiofónico de Hip-Hop na Rádio Pax (pertencente a igreja católica), intitulado “Mega-Shock”, e aí começava um novo desafio para este Pier, pois para além de rapper, tornou-se radialista começando assim a sua luta pela promoção e solidificação do Rap Local e não só. Como rapper, fundou o grupo BMC (Bad Moz Company) juntamente com C.M.J.J, Bonny e Mary Queen e posteriormente fundou “Águas Neutras” simplesmente com CMJJ.

Em 2003, aquando das suas férias, novamente em Maputo, grava mais alguns sons no estúdio do Slap, com participações de Blade Killah nas músicas “As realidades vem a superfície” e “Insónia” e em uma outra com a participação de K-Nelo “Party one”. No seu regresso é convidado pelo grupo União dos Poetas, e fizeram a música “Estamos a vender os nossos cotas” que foi bastante tocada nas rádios.

Em 2004, é convidado a fazer parte de dois grandes projectos: “Big Bang” (dirigido por Lina Chimo) e “Hip-Hop Carroça” que culminou com vários Shows, tanto na Beira assim como em Dondo. Através do seu programa “Mega-Shock”, organizava o “Natal dos Rappers”, evento este que acontecia anualmente no bairro da Ponta-Gea, especificamente no “Avião” entre os dias 24 e 25 de Dezembro.

A título individual participou em vários Shows no Instituto Industrial e Comercial Da Beira, Bailes de finalistas e alguns distritos, a convite de Manunes Jackson. Ainda no mesmo ano (2004), lança inicialmente a sua linha de roupas individual, que incluía chapéus, calças , calcões e camisetes. Isto o motiva a gravar o seu primeiro vídeo-clip, “Ndabata Murenje” com a direcção de Sslowli, onde fez o seu lançamento na Televisão De Moçambique, no programa “Porta 1” apresentado por Jorge Ribeiro e posteriormente na TVC (Chimoio).

Daí seguiram-se várias músicas dos projectos “Big Bang” e “Hip-Hop Carroça” e surgiram alguns hits como foram os casos de “Críticas sem pé e sem cabeça” com a participação de Lauren J, “Regressamos a casa” do projecto “Águas Neutras” e “Professores” com a participação de Mr.Moan.

Em 2005, lança oficialmente para o mercado a sua marca de camisetes “PR Dogg” e também do seu programa “Mega-Shock”, camisetes estas (diga-se de passagem), foram bastantes aderidas na Beira e posteriormente em Chimoio num show com alguns membros do colectivo “Hip-Hop carroça” na discoteca Coqueiros. Aquando do seu regresso a Beira foi convidado para actuar no projecto da Mcel – Verão amarelo, evento este que aconteceu na praia de Macuti.

Em 2006, a fim de dar continuidade aos seus estudos, muda-se para cidade de Maputo e desliga-se completamente da arena musical de modo que não interferisse ou afecta-se o seu desempenho académico, regressando inicialmente em 2012 quando foi solicitado por JL Chris na Beira, para participar num “comboio” intitulado “Selecção Nacional”.

Em 2013, junta mais de 30 rappers no Projecto “Perseguição 100 Tréguas” de onde saem 7 Comboios, com a particularidade de serem todos com temas relevantes e não um simples “Freestyle”, porém, infelizmente este não teve uma produção discográfica, ficando apenas em músicas soltas.

Em Fevereiro de 2014 entra para a televisão através do seu programa “Markas do Hip-Hop” na Gungu TV, dedicado exclusivamente ao Hip-Hop Nacional, sendo a esperanca para a comunidade Hip-Hop que não tinham ou tinham pouco acesso as TVs nacionais.

Nos finais de 2014, funda a Nexta Vida Enter10ment (NVE), onde inicialmente era composto por artistas dos estilos Hip-Hop, Kizomba e Afro que a posterior estaria virado somente para o Hip-Hop.

Com a sua team NVE tem trabalhado incansavelmente para a engrandecimento do Hip-Hop não só de Maputo, mas a nível Nacional , tornando sua marca, um marco histórico pela sua peculiaridade. Isto por via de projectos que tem realizado, nomeadamente:

Programa Televisivo Markas de Hip-Hop (Maputo), Programa Radiofónico Hip-Hoplândia (Chimoio), Live-Shows na Gungu TV (Maputo), Festival Nacional de Hip-Hop Punhos No Ar (Maputo), Cypher Perseguição 100 Tréguas (Beira, Chimoio), Batalhas Internacionais e Nacionais (Maputo, Beira e Chimoio), entre outros.

Como sempre tem dito:

“Não atravessei o Rio Save para vir brincar aqui em Maputo…”

É um facto…

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