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Underground Lusófono – Entrevista: Coruja BC1

 

Underground Lusófono - Entrevista: Coruja BC1
Underground Lusófono – Entrevista: Coruja BC1

Saudações mundo do Rap, Hoje trago-vos uma entrevista feita exclusivamente pelo site Underground Lusófono, espero que gostem e conheçam mais sobre o artista entrevistado.

Para quem nunca ouviu as músicas do Artista e deseja ouvi-lo, Assista esses 2 Vídeos recomendados pelo site:

Coruja Bc1 – NDDN (Vídeoclipe)

 

Coruja BC1 – Apócrifo (Vídeoclipe)

 

Depois de uma conversa bastante agradável entre o rapper Coruja BC1 e o Carylson Alberto (Editor-chefe do site Underground Lusófono), chegou o momento das questões, é o que realmente Interessa.

Questões:

1- Coruja BC1, qual é o seu principal objectivo como Rapper?
R: Matar a minha morte, a nossa arte é a única coisa que pode nos torna imortais!

2- Quem é o Coruja Bc1 fora do mundo da música?
R: Apenas um sobrevivente.

3- Já alguma vez pensou em parar de cantar?
a) Justifique a sua resposta.
R: Direito, a música me salva e me mata, diariamente!

4- O rap tem conseguido cada vez mais espaço na Media e reconhecimento ainda maior pelo público, podes falar um pouco sobre isso?
R: Hoje somos o gênero mais ouvido do mundo, e o mais plural também. Isso apenas define!

5- Com quantos anos começaste a cantar ?
R: Na música aos 4, no Rap aos 8 anos!

6- Todo mundo tem uma história triste para contar, como disse o músico angolano “Totó” numa das suas músicas. Qual é a história triste da sua vida que tens a partilhar para nós?
R: Prefiro transformar em música, falando disso “Psicodelic” começa com uma história assim, história real!

7- Dê-nos uma opinião, tendo em conta que o Rap já salvou muitas vidas, o que nos podes dizer entre a POBREZA e o RAP de acordo com a realidade do Brasil?
R: Eu nasci em uma casa de madeira cujo banheiro era no quintal, mas posso afirmar que da minha família nunca me faltou amor e bons ensinamentos. A pior pobreza é a de espírito, e disso graças a Deus sempre fui rico!
E Tenho em mente que a arte é a ponte para denunciarmos a desigual, mas ao mesmo tempo é a ponte para transformar nossa própria realidade e trazer o combustível de mudança aos nossos irmãos e irmãs!

8- Respeitando todos os artistas que já trabalharam consigo, quais são os artistas que mais gostaste de trabalhar?
R: Todos! Afinal todos fazem parte de uma momento fundamental para minha formação enquanto músico e deixar alguém de fora seria ser desrespeitoso até mesmo com minha própria construção!

9- No princípio tudo é difícil, quais foram as pessoas que serviram de incentivo acreditando nas suas ideologias?
R: Di Função, Juliano Souza, Canela, Skeeter, Kuririn, Emicida e Fioti! Foram fundamentais para mim, pessoas que sempre acreditaram muito em meu trabalho!

10- De todos os lugares que já actuaste, qual foi o lugar que mais o marcou?
R: Munhoz Júnior Osasco ! Minha própria quebrada de onde saí e nasci, esse local teve momentos inesquecíveis e todo sofrimento do qual passei por lá, serviu para me lapidar enquanto ser humano!

11- No mundo, qual é o País que mais deseja conhecer?
R: Angola, Moçambique, Cabo Verde. São os que mais quero conhecer!

12- Quais são as dificuldades e facilidades que você já enfrentou até hoje no Universo do Rap?
R: Dificuldades é que sempre tem, pessoas que tentam diminuir meu corre, seja por pura inveja ou covardia, mas para mim é tranquilo eu já passei fome, já vi meu pai levar 6 tiros e eu só tinha 6 anos, ou seja para mim é tranquilo passei coisas piores e superei, facilidade e se eu entrar no palco ou num estúdio fudeu, eu sei do som que Deus me deu!

13- Quais são os Artistas que você deseja trabalhar?
R:  Zeca Pagodinho, Djavan, Nas, Milton Nascimento, Seu Jorge, Mano Brown, Maria Rita, Wilson Simoninha, e o Gson vejo uma fome de rima nele, isso me agrada muito.

14- Tendo em conta ao Hip Hop  na lusofonia, qual é o conselho que deixa para os novos artitas fazedores de rap Alternativo?
R: Se concentre no que está fazendo, não se compare, não deixe nem as críticas, e nem os elogios tirarem seu foco!

15- Já disponibilizaste o Álbum“Psicodelic” , quais foram a música que mais te Marcou ao escrever?
R: Todas marcaram, mas coloco em destaque 2 músicas: “Lágrimas de Odé”, a história de alguém fruto de um relacionamento inter-racial e as confusões de identidade provocadas, a história da minha vida, falo sobre problemas sociais brasileiro nela! E a  “Éramos Tipo Funk” falo de amor que realmente foi um momento da minha vida!

16- Tens filhos?
R: Não tenho filho, sei lá acho esse mundo um lugar muito cruel, nesse momento ainda reflicto sobre o assunto!

17- Quais são os artistas que mais admiras no movimento “RAP”, feito em português?
R: Da lusofonia: Mano Brown, Dexter, Emicida, MV Bill, Djonga, Diomedes, Gson, Azagaia, NGA, Sabotage, Drik, Amiri, Criolo, etc… são muitos.

18- Para finalizar, qual é a crítica e o elogio que tens para o Site Underground Lusófono?
R: Não tenho críticas, continuem, apenas um desejo de asé e estou de caminhos abertos ao projecto de vocês!

Fim de Entrevista!

Para o final, reservamos esse espaço para ouvirem o Álbum mais recente do rapper entrevistado  intitulado “Psicodelic” que teve participações de: Djonga; Zudizilla; Késia Estácia; Diomedes Chinaski; Boy Kila; Akill Mabili; Obigo.

Álbum: Coruja BC1 – Psicodelic (2019)

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About Carylson Alberto

Saudações, sou o Editor-chefe do site Underground Lusófono. Queres que o site divulgue o seu projecto? Podes entrar em contacto comigo. Facebook: Carylson Alberto. Whatsapp: +244 922 390 278 email: resgatadormental@gmail.com instagram: carylson alberto

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