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Rap da Cidade da Beira é celebrado em Festival Decolonial de Rap com vários países

Uma cidade destruída pelo Ciclone Idai em 2019. Essa é a única imagem que muitas pessoas têm da Cidade da Beira, em Moçambique. O município foi completamente alagado e parcialmente em março de 2019 e necessitou de ajudas humanitárias (vulgo indenização pela destruição causada pelos grandes países) de vários locais. Muitas vezes vista como uma cidade irrecuperável.

Uma cidade que produziu instrumentais “beats” autênticos e expande muito rap reflexivo e de intervenção social. Essa é a imagem que o 1º Festival Decolonial de Rap pretende mostrar da cidade da Beira, o quarto maior município de Moçambique e capital do distrito de Sofala.

A homenagem acontecerá no dia 29 de julho de 2020, na abertura do Festival Decolonial de Rap, que reunirá prioritariamente os países que foram colonizados por Portugal, mas há uma ligação também por outros 20 países pobres.

Essa homenagem chamada de “Cidade da Beira, Capital do Instrumental” pretende mostrar que o município é o que mais contribuiu para o Barras Maning Arretadas chegar a 27 países e 180 rappers. Dos 11 beatmakers no projeto, quatro são da cidade da Beira: D2K, Nova Ka7, Carina Houston e Dedecco. Haverá assim a sessão de expobeats desses beatmakers e shows dos rappers Av Sistematic, Kuatro Ases e ThreeB, todos da cidade da Beira.

Por atuar como rapper e beatmaker, Carina Houston será a comentarista durante a sessão de homenagem. Carina é a única beatmaker mulher que colaborou com o Barras Maning Arretadas.

Programação

 

Quarta-feira (29/07)

(13h do Brasil, 17h de Portugal e Angola, 18h de Moçambique):
Debate “Arte e Academia: O rap nos corredores da academia?”

Convidadxs: Eduardo Taddeo (Brasil), Renan Inquérito (Brasil), Karlla Souza (Brasil), Janne Rantala (Finlândia/Moçambique), 1000ton Nkanzale (Angola) e Sara Araújo (Portugal). Moderação: Cláudio Bantu (Universidade Hip Hop).

(16h do Brasil, 20h de Portugal e Angola, 21h de Moçambique): 
Homenagem especial a Cidade da Beira, com expobeats e shows: Expobeats de Carina Houston, Dedecco, Kems e D2K. Pockets shows dos artistas da Beira Kuatro Ases, Av Sistematic e ThreeB.

(17h do Brasil, 21h de Portugal e Angola, 22h de Moçambique): 
“Espaço Mossorófono”. Carlos Mossoró convida Amém Ore (Natal/Brasil), Miguel George (Soyo/Angola), Bianca Cardial (Mossoró/Brasil), Luciana Carmo (São Paulo/Brasil), Toxyna (Famalicão/Portugal), Young Prekkah (Maputo/Moçambique), Kardinal MC (Cabinda/Angola) e Inspector Desusado (Chimoio/Moçambique).

Quinta-feira (30/07)

(13h do Brasil, 17h de Portugal e Angola, 18h de Moçambique)
Debate 
“Lusofonia? Como pensar em uma ligação decolonial entre os países através do rap?”

Convidadxs: MCK (Angola), Redy Wilson Lima (Cabo Verde), Isabel Ferin Cunha (Portugal), Vinícius Terra (Brasil), Tânia Macêdo (Brasil), Hamilton Chambela (Moçambique).
Moderador: Carlos Mossoró (Brasil).

(16h do Brasil, 20h de Portugal e Angola, 21h de Moçambique)          

Expobeats: Caboco, Chambeatz, Jucka Anchieta e César Hostil. Expobeats: N.e.x.u.s. (Matola), Tchacka (Quelimane) e IMBGLK (Chimoio).

(17h do Brasil, 21h de Portugal e Angola, 22h de Moçambique):

Shows: Rap di Mina. Mary M (Portugal) e Rachel Soares (Brasil) convidam ARIELE (Brasil), Leokid (Moçambique), DRE (Brasil), Neblina (Brasil), Larissa Galvão (Brasil), Mekys (Bolívia), Karenka (Bolívia), Nina Uma (Bolívia), Liddia (Brasil), Casanova (Portugal) e Talucha (Portugal)

Sexta-feira (31/07)

(13h do Brasil, 17h de Portugal e Angola, 18h de Moçambique)
Não há debates. Dia dedicado ao lançamento do projeto Barras Maning Arretadas, em que haverá a apresentação do projeto de cyphers com 180 rappers e 27 países.

Sábado (01/08)

Debate (13h do Brasil, 17h de Portugal e Angola, 18h de Moçambique): Debate: Rap feminista – Experiências coletivas no espaço lusófono

Convidadas: Guiggaz M Power (Moçambique), Sharylaine (Brasil), Shiva (Portugal), Susan de Oliveira (Brasil), Flavinha (Cabo Verde) e Mamy (Angola).

Moderação: Turmalina MC (Brasil).

Shows arretados “Tema: Identidades Decoloniais” (16h do Brasil, 20h de Portugal e Angola, 21h de Moçambique)

Moçambique: Tchacka, Sistah Africa, Shackal, Olho Vivo, Professor Analfabeto, Filady, Extra-T

Angola: – Mega Skills, Mamy, Meduza MC, Meséne Nguxi

Cabo Verde:  Nitry, Flavinha

Portugal:  Guiné, Visco

São Tomé e Príncipe: – Waik Maik , Zafa, MC Karboss

Guiné-Bissau: Big Benas, DeusDaRima

Brasil: Odisseia das Flores, Xandy MC, Mc. Shaira Mana Josy, Pepeu Savant, Gaspar (Záfrica Brasil)

Domingo (02/08)

Debate (13h do Brasil, 17h de Portugal e Angola, 18h de Moçambique): Função Inversa (Moçambique), GOG (Brasil), Boaventura de Sousa Santos (Portugal), Eva Rap Diva (Angola), Tirso Sitoe (Moçambique), Kimani (Brasil) e Roberta Estrela Dalva (Brasil).

Moderação: Universidade Hip Hop.

Shows (16h do Brasil, 20h de Portugal e Angola, 21h de Moçambique). “Tema: Censurados” com Angola 15+2 e Negro Bey + comentários de MCK e Eduardo Taddeo.

“Angola 15 + 2” (Angola)

Movimento Extremista Terceira Divisão e Drux-P

Cinco anos após a prisão de rappers e ativistas do caso 15+2, em Angola, o Festival Decolonial irá receber artistas do caso 15+2.

Negro Bey (Guiné Equatorial)

Ativista da causa dos direitos humanos em Guiné Equatorial, o rapper irá fazer o encerramento do evento.

Eduardo Taddeo (Brasil)

Rapper brasileiro, censurado em 1999 e que escreveu dois livros.

MCK (Angola)

Rapper angolano, que já teve vários shows proibidos. Um fã dele (Arsénio “Cherokee”) foi morto por estar reproduzindo a música dele em praça pública.

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Sobre: Carlos Mossoró

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