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Após manifestação por falta de água, rappers/ativistas angolanos estiveram presos por dois dias

Quatro rappers e ativistas angolanos estiveram presos entre o dia 05 de agosto e 07 de agosto. São eles: Cheick Hata, Jaime MC, Mbonzo Lima e Monster Piriquito.

 

Cheick Hata, Jaime MC, Mbonzo Lima e Monster Piriquito realizaram uma manifestação na província do Bengo, uma das províncias da República de Angola. Eles reclamaram a falta de água por três meses consecutivos nesta província. A polícia teria agido de forma violenta, buscando impedir a manifestação, prendendo os ativistas.

 

Eles foram presos sob acusação inicial de violação do decreto presidencial sobre o regulamento de isolamento social do Covid-19. O fato teria sido desmentido pelo tribunal daquela província, já que isso não é um crime que justifique a prisão. Entretanto, os ativistas estiveram presos por dois dias, no comando provincial, de forma ilegal, com sérias violações a liberdade dos ativistas.

 

Cheick Hata: Membro do 15+2

 

Um dos presos, Cheick Hammed Hata, é membro do Movimento Hip Hop Extremista Terceira Divisão e elemento do processo revolucionário 15+2. Ele e seu grupo participaram do “Festival Decolonial de Rap: Espaço Lusófono?”, ocorrido entre o dia 29 de julho e 02 de agosto.

 

Poucas horas após ter conseguido a liberdade, Hata afirmou que “ficou um pouco adoentado. Foram duas noites a dormir no chão bruto, sem as mínimas condições de higiene e segurança”.

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Sobre: Carlos Mossoró

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